terça-feira, 17 de novembro de 2009

A Tecnologia

O apagão que aconteceu no dia 10 de novembro, em boa parte do Brasil, rendeu muitos assuntos para a mídia nacional. O brasileiro percebeu, ou simplesmente se lembrou, que vivemos em uma rede de dependência tecnológica.
No dia a dia, a gente nem se dá conta e de repente, em um desses acontecimentos, pára e pensa: caramba! O que vou fazer agora sem energia? Como vou tomar banho? Ver e mandar e-mails? Ver meu programa de TV? Colocar o despertador para amanhã? Carregar o celular e o notebook? Bater vitamina no liquidificador? Manter os alimentos na geladeira? Andar naturalmente pela casa? Usar o ventilador, o ar condicionado? Abrir o portão da garagem? E por aí vai... Seja para o lazer, para o trabalho, para hábitos de rotina, higiene, saúde... Não importa. Hoje, para tudo, vivemos na dependência da tecnologia.
O escritor Manuel Castell, autor do livro 'A Sociedade em Rede', Editora Paz e Terra, apresenta em seu livro exatamente esta questão de dependência em que vivemos. Nos tornamos uma grande rede interligada pela tecnologia, na qual ela nos rodeia e faz parte de praticamente tudo na sociedade. Estamos vivendo, acredite, um novo modelo de estrutura social. Mais do que a tecnologia, a informação, a comunicação e o conhecimento invadiram nossas vidas e passamos a viver em função desses elementos.
O escritor Júlio Verne (1828-1905), o inventor da ficção científica, já imaginava em algumas de suas obras este universo fantástico em que o ser humano vivia em função da tecnologia, perspectiva de futuro tão irreal para a época que era quase impossível ser aceita até pelas editoras. Quem diria que ele estaria certo? E o mais assustador disso é que nem nos damos conta de que já vivemos em função dela.
E nem adianta tentar lutar contra. Uma hora ou outra você se pega precisando dela. Quem vive sem energia elétrica hoje? Quem vive sem meios tecnológicos de comunicação? Pois é... Um em um milhão.
Acredito que nossa grande missão não seja lutar contra tudo isso, mas nos adaptar e, acima de tudo, não nos esquecer das coisas que podemos fazer sem tecnologia, como conversar pessoalmente com pessoas queridas, abraçá-las, olhar o céu ou o mar, amar alguém, denscansar... Afinal, a vida também está na simplicidade. Temos que lembrar que a tecnologia faz parte de nossas vidas, mas não é o motivo de estarmos vivos, sendo simplesmente um instrumento e não a razão de quase tudo que fazemos.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

O Silêncio

As pessoas sempre me perguntam de onde eu tiro idéias para os temas desta coluna. E minha resposta é sempre a mesma: de algo que ando pensando ou sinto ser relevante no momento.
Mesmo sendo grande defensora da comunicação e do diálogo, acredito, em muitos casos, que o silêncio seja o melhor meio de expressão que possa existir. Às vezes o silência é a melhor resposta, a melhor saída para uma situação.
Eu penso isso porque em certos momentos da vida não há mais nada a ser dito. Só a introspecção pode ser o caminho para a solução de uma dúvida, uma questão, uma angústia, um medo.
Aprendi na vida que muito podemos fazer pelo outro, mas só temos sucesso se o outro quiser receber a ajuda e quiser mudar sua situação de fato. Nos entanto, em muitos casos, por mais que a pessoa queira e nós também queiramos, não há nada que possamos fazer porque a transformação e a mudança estão no interior de cada ser e, nesses casos, só nos resta silenciar e aguardar o tempo para que as mudanças aconteçam.
Eu admiro muito quem tem aquela capacidade incrível de só ouvir os outros falando e conseguir acompanhar tudo sem dizer uma palavra sequer. Tenho um amigo que é assim. E desde adolescente eu admiro seu modo de lidar com as mais diversas situações porque seu silêncio proporciona sabedoria e equilíbrio.
Esta semana minha vontade era silenciar. Não dizer nada diante de meus pensamentos. Simplesmente só esperar. Mas... Tive a idéia exatamente de escrever sobre isso porque aprendi que o silêncio é algo bom e queria compartilhar com você.
Com o silêncio temos a capacidade de análise da situação e raciocinar calmamente, pensar nas possibilidades, escolher o melhor caminho a seguir e decidir o que é realmente importante para nós, o que é mais precioso, essencial, o que nos faz feliz.
Em suma? Com o silêncio amadurecemos e também respeitamos o amadurecimento do próximo.
Que bom seria se pudéssemos amadurecer sem silenciar, sem sofrer, simplesmente acontecendo de uma maneira divertida e saudável. Mas não é assim, infelizmente.
Então, o que tenho para compartilhar hoje é que quando estiver diante de uma situação em que nenhuma palavra couber, silencie e espere, pois esta é uma das armas mais poderosas do diálogo, pois o silêncio pode nos dizer muita coisa.

Viajar de avião

Quando era criança eu sonhava em viajar de avião para poder abrir a janela e pegar um pouquinho de nuvem e guardar em um potinho. Na minha cabeça eu poderia tanto abrir a janela, quanto pegar a nuvem porque achava que seria como algodão. Cresci, aprendi que meu desejo mataria todo mundo em vão, já que as nuvens são simplesmente água condensada.
Mesmo assim, a vontade de voar se transformou em um desejo mais concreto, coerente, imaginando o quanto seria maravilhoso olhar as nuvens de uma perspectiva diferente. E como é diferente e lindo mesmo! As nuvens ficam emolduradas pela natureza e a paisagem ganha formas e contornos únicos, a gente se sente um passarinho.
Graças à modernização e a competitividade entre empresas aéreas, a possibilidade de viajar de avião e desfrutar desta sensação mágica está mais fácil, e claro, barata! Hoje sair de Campinas para outro estado brasileiro pode ser um passeio acessível e divertido. Há muitas opções de horários, dias e empresas, como a Gol, Tam, Trip ou Voe Azul.
Para comprar passagem aérea procure no Google (o maravilhoso buscador) e vai encontrar muitas opções, inclusive de preços. Uma passagem de ônibus custa, em média, R$ 88,00 de Campinas ao Rio de Janeiro, por exemplo. Já uma passagem aérea pode chegar, por exemplo, a R$ 139,00. O preço ainda é maior, mas dependendo de uma boa pesquisa, data e horário, você pode conseguir o mesmo preço ou até mesmo mais barata a passagem aérea do que a rodoviária.
Ah, sim... Se nunca andou de avião e acha que vai ser difícil se virar no aeroporto, lembre-se do ditado: "quem tem boca vai a Roma". Não tenha vergonha de perguntar e pedir ajuda. Já sobre as turbulências, não esquente, imagine que é algo semelhante a um monte de buracos na estrada. Dizem as pesquisas que aviões são mais seguros do que os carros.
Aproveite o passeio e tente pegar uma passagem na janelinha para olhar as nuvens de cima e aproveitar. Além de divertido, viajar de avião é bem mais rápido! Claro, eu sei, exceto quando há imprevistos e vôos demais e os aeroportos viram um caos... Aí o velho ônibus pode ser a melhor solução...