segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Adversidades

Quantas vezes em nossas vidas fazemos planos, traçamos metas e alimentamos sonhos que, de uma hora para outra, surgem adversidades desta vida que acabam mudando o rumo esperado? Muitas, certamente. Tenho aprendido em minha vida, por meio de leituras, conversa com profissionais, parentes e amigos, reflexões e até mesmo vivenciando situações desafiadoras, que quase nada acontece do modo previsto.
Um das coisas mais preciosas que talvez possamos ter em relação a este assunto é equilíbrio para compreender que o objetivo final deve ser traçado e seu caminho percorrido, mas definir qual o caminho e exatamente tudo que encontrará por ele pode ser um grande erro, pois acabamos sofrendo demais e nos decepcionando com as adversidades.
O que temos que colocar em mente é que a vida é repleta de adversidades e delas o que podemos tirar são as lições de amadurecimento e aprendizado. Se imaginarmos um caminho florido e só encontrarmos espinhos, o que temos que fazer é parar, pensar e encontrar a trilha que menos espinhos nos machuquem rumo ao objetivo final, porque esbravejar e se revoltar contra eles pode ser mais doloroso.
Às vezes a vida nos conduz a um ritmo frenético e acabamos nos irritando e desequilibrando com coisas pequenas, pois uma adversidade ‘pregou uma peça’ em nossos planos. Nestas horas, respire, pense no que há de realmente importante e precioso em sua vida e verá que a adversidade não é o fim do mundo.
Infelizmente, ou felizmente, o ditado de que ‘só para a morte não há jeito’ é muito verdadeira. Então, enquanto temos vida e força para lutar e superar as dificuldades com equilíbrio e bom senso, temos que agradecer e seguir em frente.
Às vezes fico pensando nas pessoas que se foram desta vida e o quanto perderam de momentos de alegria gastando tempo em bobagens, tentando ir contra o fluxo do rio ou brigando com o mundo porque as adversidades prejudicaram suas metas e sonhos. O que eu concluo é que não importa o que temos, mas o que somos, o que vivenciamos e a sabedoria em lidar com a vida, transformando um desafio em um grande momento de aprendizagem, transformando um limão em uma saborosa limonada.

Xerox de livro

Normalmente, sou defensora das leis, mas neste texto quero manifestar meu descontentamento diante da lei 9610/98, a qual proíbe a cópia de obras literárias. Eu entendo e apóio a valorização do direito autoral de seu criador diante de sua obra, mas o que questiono é a acessibilidade do conteúdo para o público e, principalmente, para os centros educacionais.
Como profissional de comunicação e especialista na área de educação, não posso concordar com esta postura. Vivemos em um país no qual um livro custa e custa muito. Conseguir chegar a uma universidade é motivo de vitória para o brasileiro. Muitas vezes, o sacrifício para freqüentar uma graduação ou pós-graduação exige um investimento que vai quase além das forças de uma família. Entre transporte, mensalidade ou moradia, o gasto é imenso. Imagine ter que comprar todos os livros recomendados para leitura?
Mais do que dificuldade financeira em pagar pelos livros é o acesso a eles. Muitos são raros, ou existem uma ou duas unidades por biblioteca. Como ficam as pesquisas e os estudos se não podemos compartilhar o conhecimento que está em poucos exemplares? E as pessoas que não possuem vínculo com instituições e precisam ler os livros só nas bibliotecas, não podendo levar para casa?
Eu me questiono sobre o real objetivo de quem escreve porque a idéia não é disseminar conhecimento, fazer os outros pensarem no que o autor está propondo? Então a lógica não seria facilitar o acesso e não dificultá-lo? De que adianta valorizar tanto as bibliotecas virtuais se não podemos ter acesso ao que está ao nosso alcance?
Vou ser muito sincera... Tenho xerox de livros que sonho um dia ter o original. Claro que ler um livro ‘de verdade’ é tudo de bom, mas quando não temos como ter acesso a ele, é incrível o quanto uma cópia ajuda!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Tabagismo

Desde que me conheço por gente eu não gosto de cigarro. Tudo bem que minha alergia foi o ponto de partida para esta falta de empatia, mas o fato é que sempre achei o cigarro uma coisa meio sem sentido, afinal, é um vício que destrói a saúde. A nova lei do Estado que vem dificultando o hábito é uma imensa vitória para todos nós, fumantes ou não. Tudo bem que os fumantes podem até achar ruim, sentirem que está havendo uma descriminação, mas não é isso, é uma questão de saúde para todos. Eu tenho certeza que cada pessoa que parar de fumar vai descobrir o quanto ela e seus entes queridos ganharam com a decisão.Um fato que marcou demais a minha vida foi uma colega de faculdade que ficou quatro anos sofrendo com o pai que era fumante, estava doente devido ao vício e tinha que parar de fumar ou morreria. Foi doído ver o pai optar pelo fumo em troca da vida com as duas filhas e a esposa. Depois de três anos e meio de muitas internações ele morreu e deixou uma filha marcada pela triste opção do pai. Nunca vou esquecer da frase que ela me disse: "Ele escolheu o cigarro ao invés de nós". Muito triste...Mas há esperança para quem quer parar de fumar, seja por opção ou necessidade. Procure na internet no site do Google 'parar de fumar'. Você vai achar muitas informações. Há um site www.queroparardefumar.com.br que dá uma série de dicas. Há um telefone 0800-722-2440, do laboratório Pfizer que também auxilia as pessoas que tomam seu medicamento para parar com o vício.De qualquer forma, todo vício exige, acima de tudo, determinação de quem quer parar com ele. Caso tenha tentado sem sucesso, o melhor é procurar a ajuda de um médico, até mesmo para tomar medicamento, caso seja recomendado.Com medicamento ou sem, as dicas são básicas: tenha coragem de tentar, marque uma data para parar de fumar e vá diminuindo a quantidade de cigarros até o dia marcado. Evite situações que aumentem a vontade de fumar, como ingerir bebida alcoólica, etc. Guarde cinzeiros, esqueiros e tudo que lembre o tabagismo. Não fique perto de quem fuma e nem fume em ambientes fechados porque o cheiro pode aumentar a vontade. Pratique atividades físicas, beba bastante água, como de maneira saudável, chupe bala e mastigue chiclete. Após quatro semanas, os sintomas de abstinência tendem a diminuir.Gaste seu tempo, energia e dinheiro com coisas saudáveis... No final, todo mundo sai ganhando...