Muita gente tem me perguntado o que acho da revogação da obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão, determinada pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Claro que a resposta mais rápida e previsível é: lamentável. Afinal, a gente passa quatro anos ‘ralando’ para aprender a imensa complexidade da profissão e depois recebe esta ‘bomba’ dizendo que qualquer um pode exercê-la.
Os grandes veículos de comunicação continuarão a exigir o diploma, já que têm consciência da tamanha responsabilidade de um jornalista. Mas minha preocupação é que há mais pequenos veículos do que grandes e esses fazem das ‘tripas coração’ para sobreviver. A possibilidade de poder contratar uma pessoa que não exija, pelo menos, o piso salarial da classe para trabalhar parece ser, para alguns, a melhor notícia que poderiam ter, já que muitos estão mais preocupados com o lucro do que a ética.
E o grande risco de contratar pessoas sem a competência adequada fica para quem foi entrevistado, o que chamamos de fonte da informação. Na gramática uma simples ‘vírgula’ pode mudar todo sentido de uma frase, imagine um texto feito sem o conhecimento necessário?! Vidas já foram destruídas por matérias equivocadas. Por isso, para ser jornalista, com ou sem diploma, é preciso ter ética, respeitando os critérios de imparcialidade, comprometido com o que irá publicar, apurando e ouvindo todos os envolvidos e seguro de cada afirmação.
A parte boa da revogação é que pode ser uma sacudida nos pilares da educação universitária na área da comunicação, melhorando sua qualidade de ensino. De qualquer forma, a função de jornalista precisa estar, acima de tudo, na alma da pessoa, agregada a muito conhecimento e consciência!
segunda-feira, 27 de julho de 2009
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